Não vivemos sozinhos por isso nos juntamos; fazemos assim sem pensar muito, usamos os mesmos critérios e os mesmos motivos : se submeter a regras ou ser rejeitado? Como ninguem suporta viver solitário nos resta aceitar. Mudar de tribo não adianta, você terá sempre que aceitar regras, essa é a regra! O individuo desaparece e suas manifestações pessoais não tem vez mas em troca você vive a tranquilidade de fazer parte ou pertencer a algum grupo.
Participar e se juntar conforta e atenua nossa solidão; porém, não nos dá destaque algum, nos tornamos mais um no meio de muitos, sem nada de especial. Nos sentimos pouco expressivos e ferindo assim a nossa vaidade - o que muito tem a ver com a sexualidade.
Dilema : Sentir amparado e especial - Não só eu, todos nós queremos, uns assumem outros não. Ao que me parece o ser humano tende a seguir regras de qualquer forma, assim é a sociedade mas por outro lado temos a necessidade de nos sentir únicos.
Se seguirmos conforme acreditamos e queremos, abandonamos as regras mas seremos provavelmente criticados e até rejeitados. Se agirmos de acordo com as regras seremos infelizes e apagados - pelo menos teremos ´´amigos´´.
Observo pessoas que quebram as regras, que resolvem viver de acordo com suas ideologias livres, leves e soltas..tipicamente essas pessoas se sentem superiores mas dificilmente suportam viver fora dos grupos por muito tempo.
Os mais carentes aceitam as imposições sociais mas se tornam obssecados em se destacarem, existe dois desejos como eu disse, ter amigos e ser especial, quando o primeiro é suprido o outro torna o objetivo principal.
Já que existem as regras, como se fosse um jogo, a idéia é se destacar dentro dele. Muito trabalho e claro transgressões, afinal as regras deprimem.
Logo o que acaba chamando a atenção é ter dinheiro, títulos e hábitos ostensivos. E o jogo se torna gratificante a medida que conseguimos a todo momento satisfazer a nossa vaidade.
O relacionamento com os demais é na verdade um discurso solitário, queremos encontrar na outra pessoa um reflexo de nós. Acontece pela nossa insegurança e aceitamos pessimamente as diferenças de argumentos e idéias - que muitas vezes também nos causa dúvidas sobre nossas convicções - remetendo a solidão.
Somos iguais ou não?
Na minha opinião não somos, talvez sejamos para o universo ou para Deus (que seja), sendo assim para nós quando conhecemos uma nova criatura nos dedicamos a conhece-la, saber quem é.
Já entendemos que não podemos exigir que ela pense como nós.Sempre existe pontos comuns; mas nossa energia é gasta sempre para encontrar em detalhes a DIFERENÇA. Evidente, para prever como o comportamento dela pode variar e por um tempo viver sob o olhar de uma perspectiva diferente - é hora de empatizar!
Quem quiser entender seu próximo tem que entender que o seu julgamento moral não serve quase de nada. É preciso mergulhar nas idéias do outro, a idéia é entender como a outra pessoa se sente e pensa, perceber como o outro percebe os fatos. É assim que nos aproximamos, é nesse tempo que pode acontecer a solidariedade. Porém; não iremos aceitar todo comportamento nem toda personalidade, temos a ética individual.
Teremos mais afinidade com os de pensamentos semelhantes mas compreender os que são diferentes ou diferentíssimos é importante. Traz um valioso acontecimento em nossas vidas - outras maneiras de existir e criar novos pensamentos sobre a condição humana. Conhecer , conversar e compreender pessoas de todos os jeitos é uma aventura riquíssima. Acumular esse conhecimento em nossas vidas nos nutri e diminui o julgamento critico que despreza os que são diferentes .
Teremos mais afinidade com os de pensamentos semelhantes mas compreender os que são diferentes ou diferentíssimos é importante. Traz um valioso acontecimento em nossas vidas - outras maneiras de existir e criar novos pensamentos sobre a condição humana. Conhecer , conversar e compreender pessoas de todos os jeitos é uma aventura riquíssima. Acumular esse conhecimento em nossas vidas nos nutri e diminui o julgamento critico que despreza os que são diferentes .
O bom senso , ou o senso de justiça surge de seres capazes de avaliar sentimentos e situações alheias, definindo linhas de conduta para não causar danos e transtornos aos demais; muitos perdem a capacidade de olhar o mundo por outros olhos; tornando os frágeis e focados apenas em atividades de interesse individual - é o que chamamos de egoísmo.
Para quem quer ser líder não deve faltar amor e esse deve ser claro para quem o recebe e não implícito em suas pseudofilosofias.
Para os que faltam amor sobra solidão
A duração do tempo é avaliada pelo prazer que ele trouxe, alguns nunca serão donos do seu tic-tac.

